Um vazamento de gás no motor do primeiro estágio, causado por uma falha no processo de montagem realizado no Brasil, foi a razão da queda e destruição do foguete HANBIT-Nano no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão.

A informação foi divulgada oficialmente nesta terça (17) pela Innospace, empresa sul-coreana responsável pelo veículo, que caiu no dia 22 de dezembro.

De acordo com a companhia, o problema ocorreu especificamente durante a remontagem do tampão frontal da câmara do motor.

O CEO da Innospace, Kim Soo-jong, explicou que os componentes de vedação não receberam a compressão adequada nesse processo, o que gerou o vazamento e comprometeu a força de empuxo necessária para a subida cerca de 33 segundos após a decolagem.

A investigação para apurar as causas do acidente envolveu uma análise criteriosa de cerca de 300 destroços, além de dados de telemetria e rastreamento do foguete.

Participaram da apuração órgãos brasileiros como o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), a Força Aérea Brasileira (FAB) e o próprio CLA, juntamente com especialistas independentes.

Lançamento

Imediatamente após a queda dos destroços, que ocorreu dentro da área controlada da base, equipes da FAB e do Corpo de Bombeiros foram enviadas ao local para avaliação. A Força Aérea Brasileira confirmou que todos os protocolos de segurança estabelecidos para operações de lançamento foram rigorosamente seguidos.

Durante o voo, o foguete não tripulado chegou a ultrapassar a velocidade do som (Mach 1) e atingiu o ponto de maior pressão aerodinâmica, conhecido como MAX Q. A falha foi detectada em tempo real, conforme indicou a mensagem “We experienced an anomaly during the flight” durante a transmissão oficial.

O HANBIT-Nano transportava experimentos científicos e dispositivos tecnológicos de instituições do Brasil e da Índia.

Para apresentar oficialmente os resultados da investigação aos investidores, a Innospace realizará uma reunião nesta quarta (18). O encontro está marcado para as 9h10 no horário local da Coreia do Sul, o que corresponde às 21h10 de terça (17) no horário de Brasília.

Próximos passos

A empresa sul-coreana já projeta um novo lançamento, que está previsto para o terceiro trimestre deste ano. No entanto, a data ainda não está definida e depende da aprovação da Administração Aeroespacial da Coreia (KASA) e das autoridades brasileiras.

A Innospace reiterou o plano de retornar ao CLA para a próxima missão assim que todas as atualizações e correções nos procedimentos forem validadas.

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