O advogado Duarte Júnior (Avante) obteve 140.898 votos para deputado federal, porém não conseguiu se reeleger pelo Maranhão. Seu partido precisava de mais 6 mil votos para assegurar uma vaga na sobra dos 80%, que acabou sendo de 176 mil.

Conforme já explicamos, a eleição no Brasil para deputado federal segue o sistema proporcional: antes de definir quem fica com as vagas, é preciso calcular quantos votos serão necessários ser alcançados para eleger. Esse número é chamado quociente eleitoral.

O número é alcançado dividindo o número de votos válidos pela quantidade de vagas. No Maranhão, nas eleições de 2026, foram cerca de 3,97 milhões de votos válidos contabilizados para a disputa de 18 cadeiras na Câmara. Dividindo um número pelo outro, chega-se a aproximadamente 220,6 mil votos. Esse é o quociente eleitoral, percentual que define a distribuição das vagas entre partidos e federações.

Depois entra o quociente partidário. Os votos de todos os candidatos e da legenda são somados para definir quantas cadeiras cada partido ou federação pode conquistar. O Avante somou cerca de 170 mil votos nominais, abaixo do necessário para garantir uma vaga diretamente.

Duarte foi o sexto candidato com mais votos no estado, e individualmente, ele concentrou mais de 80% dos votos da chapa do partido. O total de votos dele, somado aos dos outros candidatos da sigla, chegou a 170.195. No entanto, para conquistar uma vaga excedente dos 80%, que exigia 176 mil votos, faltaram pouco mais de 6 mil votos. Um nome contribuiu para isso: Genival Alves.

O ex-vereador de São Luís era uma das principais esperanças do Avante para atrair votos, chegando a prever mais de 15 mil votos na disputa deste ano. Mesmo que alcançasse metade desse número, ele obteria cerca de 7 mil votos e poderia ajudar o partido a garantir uma vaga. Contudo, como revelamos em agosto, Alves desistiu da candidatura, e hoje percebemos que essa decisão pode ter contribuído com a não reeleição do sexto mais votado entre os 18 deputados federais eleitos.

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