
A visita de Fernando Henrique, presidente do Conselho Regional de Contabilidade do Maranhão (CRCMA), ao contador e ex-conselheiro Wandson Barros, no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, acompanhada pelo assessor jurídico Bruno Oliveira e pelo advogado e contador Neto Cruz, presidente da Comissão de Defesa das Prerrogativas do Profissional Contábil, trouxe à tona considerações sobre a prisão preventiva e reflexões significativas sobre o assunto.
Durante a agenda, os representantes do CRCMA realizaram uma oitiva do profissional, reafirmando seu compromisso com a defesa intransigente das prerrogativas da classe contábil e com a proteção dos direitos e garantias fundamentais.
Além disso, também foram destacados os princípios fundamentais da Constituição, como a dignidade da pessoa humana, o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa, que são pilares essenciais para o funcionamento adequado do Estado Democrático de Direito.
Para alguns criminalistas, a decisão do conselho classista foi acertada. Sem nenhum prazo da Justiça para analisar o caso de um de seus associados mencionado na Operação Tântalo II, que investiga alegações ligadas à cidade de Turilândia, a entidade optou por ouvir seu filiado para tomar providências em defesa da garantia de direitos.
Na ausência de qualquer sentença favorável, a prisão preventiva do profissional sob investigação, vira uma regra e não exceção, como deve ser. Para especialistas, medidas cautelares, com monitoramento, para evitar a quebra da ordem pública, fuga e interferência no processo, já seriam suficientes.
Aqui não há uma análise da gravidade das acusações, nem a defesa de inocência, mas uma necessidade de se opor à condenação antecipada somente por causa de uma comoção social.
A prisão cautelar perde ainda mais seu efeito com a atuação do defensor público Thiago Josino Carrilho de Arruda Macêdo, que assumiu o comando da prefeitura de Turilândia (MA) como interventor estadual em fevereiro de 2026.
Por conta disso, a relatora do caso no Tribunal de Justiça do Maranhão poderia substituir a prisão por medidas como uso de tornozeleira eletrônica, restrição de saída da cidade, proibição de contato com os implicados no caso e também proibição de uso de redes sociais.
É o suficiente.
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