Uma petição apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) ganhou destaque ao envolver o Maranhão em uma disputa judicial sobre uma mansão de luxo em Angra dos Reis (RJ). O caso envolve o jogador Richarlison, o advogado Willer Tomaz e conta com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, como uma das testemunhas em um dos processos.

No documento ao qual o blog do Isaías Rocha teve acesso, o parlamentar pede a instauração de inquérito para apurar sociedades que tiveram Lídia Maria Figueiredo Mazelli como administradora de empresas e imóveis ligados ao advogado, amigo do presidenciável do PL.

Willer é investigado pela PF no mesmo inquérito que apura suspeitas envolvendo Flávio no caso do INSS. Lídia, por sua vez, é apontada como possível “laranja” do advogado. Segundo Lindbergh, Lídia atuou como administradora e representante formal de ao menos 14 empresas ligadas a Willer.

Entre elas estão a Alcazar Brasil e a Alcazar Holdings, empresa registrada na zona de livre comércio da Ilha da Madeira, em Portugal. O documento menciona que o nome da suposta ‘doméstica’ também esteve associado à direção de empresas de comunicação no Maranhão, como a Difusora Comunicação e a Jota Comunicação, ambas situadas em São Luís.

O pedido também cita uma declaração feita por Lídia em um inventário de 2019, quando afirmou ser “pobre na acepção jurídica do termo”. Além disso, em entrevista à imprensa, em setembro, Lídia disse não trabalhar para o grupo e afirmou desconhecer as empresas em que figurou como sócia. “Acho que teve alguma confusão aí. Eu nem trabalho lá. Eu sou doméstica aqui”, declarou.

O documento de Lindbergh aponta ainda a participação de Lídia em outros negócios ligados a Willer. Em 2022, ela assinou como diretora-presidente da WT Administração uma escritura de aquisição de um imóvel em Ilha Comprida, em Angra dos Reis (RJ). Lídia também aparece como administradora da Friponor, empresa que detinha direitos de ocupação sobre a Ilha do José André.

Além do inquérito que apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo Flávio, o advogado é citado em outras investigações. Entre elas estão apurações relacionadas ao setor de apostas online e à Operação Sem Desconto, que investiga fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS.

De acordo com as informações disponíveis, a petição eletrônica número 120.119/2026, registrada sob o protocolo número 01857577020261000000, apresenta um pedido de distribuição por prevenção à PET 10.064/DF. No sistema de distribuição eletrônica da Corte, o relator dessa petição é o ministro Flavio Dino. Porém, os autos desse processo, que tramitaram em sigilo, foram baixados no STF em fevereiro deste ano.

Clique aqui para ler a petição do deputado.

PET 10.064/DF

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