Presidente da 1ª Turma da Corte pautou processo entre os dias 16 a 23 de outubro após o relator liberar o agravo para julgamento / Foto: Reprodução

A presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, marcou o julgamento da decisão que negou seguimento ao recurso da defesa do ex-vereador de Paulo Ramos, Welson Lopes de Andrade, conhecido como “Efim”, acusado de ter assassinado a companheira do pai com um tiro na testa, segundo informações dos autos em tramitação.

O ministro Flávio Dino, relator do caso, liberou nessa terça-feira (6) o agravo regimental para a pauta do colegiado. O ex-parlamentar maranhense contesta a transferência da sessão do Tribunal do Júri da Comarca de Paulo Ramos para São Luís.

Conforme o blog do Isaías Rocha revelou no final do mês passado, “Efim” apontou violação dos artigos 427 e 564, inciso IV, do Código de Processo Penal, devido à autorização de transferência do julgamento sem uma justificativa adequada para uma comarca distante. Além disso, o argumento levanta uma questão de nulidade por ausência de intimação da defesa.

Ao analisar o pedido, Flávio Dino alegou que a suposta controvérsia de natureza constitucional deveria ter sido levantada no momento processual oportuno, após o acórdão do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), o que não ocorreu. Para o ministro, a falta dessa manifestação ocasiona a preclusão da questão, impedindo o exame do recurso extraordinário. Eis a íntegra da decisão (PDF – 161 kB)

A defesa, contudo, contestou e interpôs agravo regimental e a análise do caso foi incluída na pauta da sessão virtual do colegiado da Corte que será realizada entre os dias 16 a 23 de outubro. Pela modalidade virtual, os ministros inserem os votos no sistema eletrônico e não há deliberação presencial.

Contexto

Welson Lopes de Andrade é acusado de ter assassinado a namorada do pai com um tiro na testa. O crime ocorreu em fevereiro de 2012 quando o suspeito chegou à casa do pai e pediu para um dos irmãos, filho da namorada com seu genitor, chamasse a madrasta de 36 anos, chamando-a de “bruxa”, conforme o inquérito do caso. Assim que a dona de casa Rosilene Feitosa Rodrigues, chegou na porta de residência, teria sido atingida pelo ex-parlamentar com um tiro de revólver calibre 38.

Relembre o caso

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