Site que não usa domínio.gov adota identidade visual da prefeitura vargem-grandense em cadastro de beneficiários de programa federal

O domínio “https://mcmv.vargemgrande.unitek.com.br“, usado pela vereadora Monamara dos Reis (PMB) para cadastrar beneficiários de 450 casas do programa Minha Casa Minha Vida, supostamente destinadas ao município de Vargem Grande, está registrado em nome de Idenilson da Silva Cunha.

De acordo com informações do protocolo que armazena as informações sobre quem são os proprietários dos domínios, a página eletrônica, registrada em 4 de março de 2022, foi atualizada em 8 de março deste ano e expirará em 4 de março do próximo ano.

Segundo o LinkedIn, a principal rede social corporativa que permite a conexão entre profissionais globalmente, o prioritário da página iniciou sua trajetória profissional na área técnica de TI, atuando por 12 anos no setor de automação comercial, com formação tecnológica e certificação em sistemas Linux, Microsoft e bancos de dados.

Mais tarde, ele teria ingressado para o setor público por meio de um concurso. Idenilson Cunha é de Codó e aparece vinculado à Secretaria Municipal de Educação de Codó, conforme as informações disponíveis em seu perfil na plataforma corporativa.

A página usada no cadastro do programa conta com a identidade visual da prefeitura vargem-grandense, mas tinha como destino um domínio que não era .gov, restrito a entidades governamentais brasileiras, garantindo que o site é oficial e confiável.

Não respondeu

Apesar de ter sido procurada oficialmente para oferecer a sua versão dos fatos, Monamara dos Reis não respondeu às solicitações do blog. O espaço segue aberto para atualizações.

Lista suspeita

A secretária Maysa Oliveira, titular da Secretaria de Assistência Social, também foi procurada a se manifestar sobre o caso. Inicialmente, nos comunicou que enviaria um posicionamento, porém acabou não enviando nenhuma resposta.

Um dia após a grave denúncia, a prefeitura divulgou uma lista suspeita de pré-selecionados na 1ª etapa do Minha Casa Minha Vida. No entanto, não esclareceu a que projeto residencial estava vinculado. A lista inclui 582 nomes, ou seja, 132 a mais do que as 450 unidades que estavam sendo divulgadas pela vereadora.

Caso será apurado

Por meio de sua assessoria de imprensa, a Caixa Econômica, instituição responsável pelo programa de habitação popular, informou que está ciente do ocorrido e prepara um posicionamento sobre o assunto. Por fim, o Ministério das Cidades afirmou que tomou conhecimento e encaminhou o caso para ser apurado pela área técnica.

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