A Comissão de Direitos Humanos do Senado aprovou, nesta quarta-feira (13), um requerimento para a realização de uma diligência externa em Paço do Lumiar, na Região Metropolitana de São Luís, para acompanhar as investigações sobre o caso da trabalhadora doméstica Samara Regina, de 19 anos, que denunciou agressões, tortura, cárcere privado e ameaças enquanto trabalhava na casa da empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos.

Além de acompanhar o inquérito, a presença dos senadores tem como objetivo verificar as medidas de assistência social e de saúde oferecidas à vítima e ao bebê.

O pedido foi apresentado pela senadora Eliziane Gama (PT) e aprovado pelos integrantes da comissão. No entanto, os parlamentares ainda devem decidir, nos próximos dias, a data da visita e os parlamentares que irão integrar a comitiva.

Sobre o caso

Segundo a Polícia Civil do Maranhão, as agressões ocorreram no dia 17 de abril deste ano, após Carolina Sthela acusar a jovem de ter furtado uma joia, que posteriormente foi encontrado em um cesto de roupa sujo.

Samara, que está grávida, trabalhava há cerca de um mês na residência da empresária e, de acordo com as investigações, teria aceitado o emprego para conseguir dinheiro para o enxoval do bebê.

As investigações apontam que a vítima foi submetida a agressões físicas e ameaças dentro da residência onde trabalhava, em Paço do Lumiar. Em depoimento à polícia, Samara afirmou que foi puxada pelos cabelos e torturada.

O caso ganhou repercussão após a divulgação de áudios atribuídos à empresária, nos quais ela relata as agressões em conversas por aplicativo de mensagens.

A Justiça decretou a prisão preventiva de Carolina Sthela, que foi localizada e presa em Teresina, no Piauí, em uma operação conjunta das polícias civis do Maranhão e do Piauí.

Além da empresária, a polícia também identificou o policial militar Michael Bruno Lopes Santos como suspeito de participação nas agressões.

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