O Ministério Público do Paraguai denunciou por feminicídio o estudante de medicina maranhense Vitor Rangel Aguiar, de 27 anos, suspeito de matar a também estudante de medicina Julia Vitória Sobierai Cardoso, de 22 anos. A informação foi divulgada pelo órgão na segunda (27), quatro dias após o crime.
Julia Vitória nasceu em Chapecó (SC), no Oeste, e antes de se mudar para o Paraguai e estudar medicina, morou em Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina.
De acordo com o promotor Osvaldo Zaracho Romero, da Procuradoria Regional de Ciudad del Este, Júlia foi morta por 58 golpes de tesoura de unha e outros sete de faca. A autópsia no corpo confirmou que ela também foi estrangulada.
“Após reunir diversas provas, o representante do Ministério Público decidiu acusar o suposto autor de feminicídio e, simultaneamente, solicitou ao Tribunal Penal de Garantias que o declarasse foragido e convertesse sua detenção em prisão preventiva assim que fosse capturado, devido ao risco de fuga e à potencial obstrução da investigação”, informou o MP do Paraguai em nota.
Ainda segundo o promotor, a suspeita é que Vitor cometeu o crime por não aceitar o fim do relacionamento entre eles. O MP paraguaio também formalizou um pedido de captura internacional do suspeito.
“Este homem provavelmente não tinha aceitado [o fim do relacionamento] e ele estava se aproximando dela novamente como amigo. Na sexta-feira, ele foi ao apartamento onde ela morava, supostamente para conversar”, disse Zaracho.
O crime de feminicídio
O assassinato aconteceu no apartamento em que ela dividia com uma amiga em Cidade do Leste, na fronteira com o Paraná. O velório da jovem ocorreu na segunda em Santa Catarina.
O crime de feminicídio no Paraguai está tipificado na legislação nacional através da Lei nº 5777/2016 de Proteção Integral às Mulheres contra Todas as Formas de Violência.
A jovem estudava na Universidad de la Integración de las Américas (Unida).
Homenagem à vítima na instituição de ensino
Na segunda, estudantes e amigos organizaram um memorial em homenagem à vítima na instituição de ensino.
Júlia se mudou recentemente para o Paraguai para realizar um sonho de adolescência: cursar medicina e, depois, se tornar pediatra, contou a amiga Sara Cazarotto. A vítima também foi descrita como esforçada e estudiosa.
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