A posição do médico Lahésio Bonfim, pré-candidato do partido Novo ao Governo do Maranhão, no tema sobre união das oposições – admitindo em um dia, e em outro negando essa possibilidade – mostra que ele sofre de “transtorno bipolar” causado pela frustração política ou por quedas nas pesquisas ao longo do ano passado.
Durante uma entrevista ao Podcast Café Quente, conduzido pelo ex-deputado Rogério Cafeteira, no mês de novembro do ano passado, o pré-candidato do Novo foi indagado se aceitaria uma chapa com Eduardo Braide e Felipe Camarão para enfrentar o candidato Orleans, apoiado pelo governador Carlos Brandão. Em sua resposta, Bonfim afirmou que “na política não se pode dizer nunca”.
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A postura, contudo, mudou no vídeo em resposta ao comentário político feito pela jornalista Carla Lima, comentarista do Quadro Bastidores no telejornal Bom Dia Mirante, transmitido pela afiliada da Globo no Maranhão.
Bem raivoso e com expressão facial franzida, descartou aliança com dinistas, criticou Braide e disse que sua candidatura é a governador. Nem parecia o mesmo Lahésio que, meses atrás, se apresentou bem humorado e se posicionando como “outsider”.
Consequências da “bipolaridade”
A bipolaridade de algumas figuras da extrema-direita é resultado da ‘psiquiatrização do bolsonarismo’. Atitudes desse tipo não são bem-vistas atualmente e acabam afastando a maioria dos eleitores, que geralmente busca um perfil mais moderado. Isso pode, de certa forma, explicar por que o segundo colocado nas eleições de 2022 perdeu espaço tanto para Braide quanto para Orleans nas sondagens realizadas ao longo de 2025.
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