
Nem a toga, vestimenta utilizada por magistrados, consegue proteger uma pessoa preta na batalha contra o preconceito racial. É o que mostra a experiência do juiz Marco Adriano Fonseca, coordenador adjunto do Comitê de Diversidade do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) e presidente da Associação dos Magistrados do Maranhão (AMMA).
O juíz concedeu entrevista ao programa Balanço Geral, da TV Cidade, na manhã desta quinta-feira, para tratar sobre o Dia Nacional da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro. Na ocasião, ele destacou alguns episódios que sofreu por conta da cor da pele.
Marco Adriano Fonseca, que também é diretor de Igualdade Racial da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), relatou um caso de discriminação quando ainda atuava como juiz na cidade maranhense de Pedreiras.
“O racismo se manifesta de forma velada no Brasil. Mesmo após dez anos como juiz de Pedreiras, um advogado de fora da cidade, ao iniciar uma audiência específica, me viu sentado na cadeira reservada ao magistrado, abriu a porta da sala da audiência e perguntou: cadê o juiz? Então, essa invisibilidade precisa ser falada e o estranhamento da ocupação de espaços também”, frisou.
Durante o bate-papo, Marcos Adriano destacou a relevância histórica e social do Dia Nacional da Consciência Negra, criado para reconhecer a luta, resistência e contribuições do povo negro à formação do Brasil. Segundo o magistrado, a data é um convite à reflexão sobre as desigualdades raciais ainda presentes na sociedade e um marco simbólico de enfrentamento ao racismo estrutural.
Assista ao trecho da entrevista:
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