
O foguete sul-coreano HANBIT-Nano explodiu na noite desta segunda-feira (22), cerca de 50 segundos após decolar do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, no primeiro lançamento comercial realizado a partir do Brasil. O lançamento pôde ser visto a olho nu em Alcântara e em São Luís.
Durante a transmissão do lançamento, foi exibida uma mensagem em inglês, onde a equipe responsável relatou uma anomalia, ainda não identificada, durante o voo do foguete.
O foguete levava ao espaço cinco satélites e três dispositivos voltados para pesquisas científicas em diversas áreas. Os experimentos foram desenvolvidos por instituições do Brasil e da Índia. A operação, batizada de Spaceward, mobilizou 27 profissionais, responsáveis por acompanhar diferentes sistemas do foguete.
O veículo espacial – que tem 21,8 metros de comprimento, 1,4 metros de diâmetro, e 20 toneladas – levava satélites para a órbita baixa da Terra (LEO), a uma altitude de aproximadamente 300 km e inclinação de 40 graus.
Base de Alcântara é considerada privilegiada
Construído na década de 1980, o Centro de Lançamento de Alcântara é considerado um dos locais mais estratégicos do mundo para lançamentos espaciais. A proximidade com a Linha do Equador permite que os foguetes consumam menos combustível para atingir a órbita, reduzindo custos e aumentando a eficiência da operação.
Além disso, a região possui baixa densidade de tráfego aéreo, ampla área costeira e oferece um grande leque de inclinações orbitais, fatores que tornam a base altamente atrativa para o mercado internacional.
Nova fase do Programa Espacial Brasileiro
A Operação Spaceward simbolizou o início de uma nova etapa para o Programa Espacial Brasileiro. A abertura da base para lançamentos comerciais foi possível após a assinatura do Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (AST) entre Brasil e Estados Unidos, em 2019.
O acordo permitiu que dispositivos com tecnologia norte-americana fossem lançados a partir de Alcântara, viabilizando a entrada do Brasil no mercado global de lançamentos espaciais.
Segundo a Força Aérea Brasileira (FAB), a missão representa um avanço técnico e estratégico, além de abrir espaço para novos investimentos e parcerias internacionais.
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