A sessão ordinária da Câmara Municipal de Carolina, ocorrida na noite da última segunda-feira (18), teve de ser suspensa devido a um intenso conflito entre o presidente da Casa, Dr. Rubens Araújo, filiado ao PCdoB, e o vereador Chiquinho Bringel, do União Brasil. O embate verbal gerou um ambiente de tensão no plenário, resultando na interrupção das votações programadas para a ocasião.
Discussão começou com convocação
O embate teve início durante a discussão de um requerimento que pedia a convocação do secretário municipal de Saúde e vice-prefeito Giliard Oliveira para prestar esclarecimentos sobre supostas irregularidades em contratos administrativos da pasta.
Com os ânimos exaltados, o confronto entre os parlamentares tomou o centro da sessão. Dr. Rubens cassou a palavra de Chiquinho Bringel e determinou que servidores recolhessem o microfone do vereador, alegando descumprimento do regimento interno.
“Enquanto eu estiver aqui, esse regimento será cumprido. Não haverá baderna aqui. Esse regimento interno, essa lei orgânica e essa Constituição Federal serão cumpridos”, afirmou o presidente.
Na sequência, ele também ameaçou solicitar reforço policial caso o tumulto continuasse.
“Posso muito bem determinar a saída daqueles que estão descumprindo o regimento, bem como posso solicitar reforço policial, se assim eu entender”, declarou.
Ao justificar a retirada da palavra do parlamentar, Dr. Rubens voltou a citar o regimento da Casa.
“O artigo 35, inciso F, me garante que, para manter a ordem no recinto da Câmara, eu posso conceder a palavra aos oradores, como posso caçar a palavra”, afirmou.
Acusações elevaram tensão no plenário
O clima piorou após Chiquinho Bringel acusar publicamente o presidente da Câmara de “comprar voto”. Dr. Rubens rebateu de forma dura diante do plenário lotado.
“Eu prefiro ser chamado de ditador do que de palhaço. Eu prefiro ser chamado de ditador do que não cumprir o regimento desta casa”, declarou.
Em seguida, também acusou o vereador.
“Todo mundo sabe que Vossa Excelência está aqui porque comprou voto. Todo mundo sabe”, disse.
Após a troca de acusações, o presidente anunciou a suspensão da sessão por cinco minutos e chamou Chiquinho Bringel para uma conversa reservada no gabinete da presidência.
“Registro em ata o desrespeito”, afirmou antes de interromper os trabalhos.
Vereadora deixou plenário após confusão
Em meio ao tumulto, a vereadora Yara Araújo, do União Brasil, deixou o plenário alegando mal-estar. Grávida, ela afirmou que o ambiente se tornou insustentável.
“Estou gestante e um ambiente adoecedor como esse não me faz bem. Quero deixar registrada a minha saída agora da sessão”, declarou.
Após a suspensão, os vereadores deixaram o plenário sem concluir as votações previstas para a noite. Até a publicação desta matéria, a Câmara Municipal de Carolina não havia informado quando a sessão será retomada.
Leia mais notícias em isaiasrocha.com.br e nos sigam nas redes sociais: Facebook, Twitter, Telegram e Tiktok. Leitores também podem colaborar enviando sugestões, denúncias, criticas ou elogios por telefone/whatsapp (98) 9 9139-4147 ou pelo e-mail isaiasrocha21@gmail.com