Lahésio prometeu a Flávio Bolsonaro apoio de mais de 50 prefeitos no Maranhão, mas presidenciável saiu com votação menor

Em um colégio eleitoral do porte do Maranhão, com mais de 5,1 milhões de votantes, o senador eleito Lahésio Bonfim (Novo), seria capaz de, em 2026, presentear seu candidato preferido com mais de 400 mil votos. Contudo, há um problema: Bonfim mostrou–se incapaz de influenciar o voto do eleitorado maranhense. A explicação é óbvia. Entenda:

No dia 6 deste mês, o blog do Isaías Rocha mostrou que o senador eleito pelo Novo só conquistou a vaga graças ao apoio de eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com os quais não consegue dialogar. Mas, afinal, como ele conseguiu o voto lulista sendo bolsonarista? A explicação está na neutralidade do governador eleito Eduardo Braide (PSD), que abriu espaço para essa aproximação e permitiu que a postura ideológica ficasse em segundo plano.

O voto ‘Luhésio’

No primeiro turno das eleições de 2026, Flávio Bolsonaro (PL) recebeu 1.239.040 votos no Maranhão, número menor do que o obtido por Lahésio, que conquistou 1.471.859 votos. Isso representou uma diferença de 232.819 votos a mais em comparação ao presidenciável do PL.

Por sua vez, Lula recebeu 2.566.301 votos, que correspondem a 63,99%, enquanto o filho de Bolsonaro obteve 1.239.040 votos, ou 30,90%. O comportamento dos eleitores nos municípios maranhenses confirmou a tendência do voto ‘Luhésio’, identificada nas pesquisas eleitorais deste ano e também no pleito de 2022, quando o senador eleito ficou em segundo lugar na disputa para governador.

A promessa

No último dia 7, após confirmar a vitória nas urnas, Lahésio Bonfim oficializou sua adesão à campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência. O anúncio ocorreu durante uma reunião realizada em Brasília, onde o maranhense reafirmou seu alinhamento com a pauta do presidenciável para o segundo turno das eleições.

Durante o encontro, Lahésio destacou que o apoio não é apenas pessoal, mas conta com uma articulação política robusta voltada ao estado. Lahésio Bonfim quer coordenar uma força-tarefa com mais de 50 prefeitos. A meta é chegar a 100 gestores engajados. A projeção era ampliar a votação do presidenciável do PL no estado.

A decepção

Hoje, três semanas depois, a votação de Flávio caiu e ele perdeu mais 10 mil votos, no momento em que entrou no segundo turno com ‘força total’ em território maranhense. O movimento de Lahésio seguiu a tendência de outros nomes da política regional que também declararam apoio ao candidato do PL, buscando fortalecer a base eleitoral na região Nordeste. O resultado prático, contudo, não se concretizou em votos nas urnas.

O desafio

Sem o apoio de Lahesio no primeiro turno, Flávio Bolsonaro recebeu 1.239.040 votos no Maranhão. No segundo turno, porém, mesmo com a adesão do senador eleito, o candidato caiu para 1.229.505 votos. O cenário indica que o senador do Novo encontrou dificuldades para atuar como cabo eleitoral e pode enfrentar desafios para manter sua trajetória política ao se posicionar mais à direita em um estado de maioria progressista.

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