Presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de São Luís (Sindcomerciários), Edmilson Santos, discursa durante o evento. Fotos: Paulo Caruá

Representantes do Sindicato dos Empregados no Comércio de São Luís (Sindcomerciários) marcaram presença na manhã do sábado (16) em uma audiência pública realizada na Câmara Municipal de São Luís. O evento foi promovido pela Comissão Especial da Câmara dos Deputados e teve como pauta a discussão sobre a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 221/19, que trata do fim da escala 6×1.

Na ocasião, os presentes na audiência acompanharam os argumentos apresentados pelos representantes do Sindcomerciários. Durante o evento, o presidente da entidade, Edmilson Santos, destacou a importância da redução da jornada de trabalho para beneficiar os trabalhadores.

“Hoje a família brasileira enfrenta uma grande degradação, pois o pai já não se encontra com o filho, às vezes não se encontra com a esposa. Isso acontece, em boa parte, devido à rotina exaustiva de trabalho, com jornadas que fazem as pessoas chegarem em casa muito tarde e mal conseguirem aproveitar seus momentos em família”, frisou Edmilson Santos.

De acordo com o sindicalista, a longa e exaustiva jornada de trabalho tem impacto direto na deterioração dos vínculos familiares. Por isso, segundo ele, a categoria apoia a importância da luta pelo fim da escala 6 por 1. “Esse é um passo essencial para que possamos dedicar mais tempo de qualidade à nossa família”, completou.

O evento realizado na capital maranhense é o quarto de uma série de encontros realizados nos estados brasileiros com o objetivo de aproximar o debate parlamentar da sociedade civil, dos trabalhadores e do setorprodutivo. No Nordeste, antes de chegar ao Maranhão, a comissão já esteve na Bahia, Pernambuco e Paraíba.

Compuseram a mesa o deputado federal Rubens Pereira Júnior, membro da Comissão Especial; o deputado federal Léo Prates, relator da PEC 221/2019; os deputados federais Márcio Jerry e Hildo Rocha; o vice-governador do Maranhão, Felipe Camarão; e Edmilson dos Santos, presidente do Sindicato dos Comerciários de São Luís, representando a Central Única dos Trabalhadores. A audiência foi sediada pelo Coletivo Nós (PT), com a co-vereadora Raimunda Oliveira compondo a mesa e o co-vereador Jhonatan Soares também presente.

Panorama

Durante a audiência, o relator Léo Prates apresentou o caminho que pretende seguir para a aprovação da PEC: garantir dois dias de folga semanais, sendo um preferencialmente aos domingos, sem redução salarial. O parlamentar foi direto sobre os desafios e pontuou que o debate nacional é um aliado para garantir a aprovação da matéria.

“Nós precisamos de 308 votos na Câmara. Esse não é um desafio fácil”, afirmou, acrescentando que o texto final não será o ideal para nenhum deputado progressista, mas será o necessário para garantir a aprovação. “O texto não será nem dos meus sonhos, nem de nenhum deputado progressista. Nós vamos precisar negociar com os setores mais conservadores da sociedade”, disse.

Atraso histórico

O deputado Rubens Pereira Júnior destacou o atraso histórico do Brasil na pauta. Segundo ele, desde 1935 a Organização Internacional do Trabalho (OIT) já defendia 40 horas semanais, enquanto o país ainda operava com 48. “Demora 40 anos para o povo trabalhador do Brasil conseguir reduzir a jornada em quatro horas. O que mostra que esse debate está mais do que atrasado”, afirmou.

O deputado Hildo Rocha reforçou que a redução da jornada não implica em prejuízo econômico, lembrando que argumentos semelhantes foram usados contra o 13º salário, o salário-maternidade e a licença-paternidade. “Diziam que o 13º ia quebrar a empresa. Não quebrou. A mesma desculpa é usada agora para continuar nessa escala”, disse.

Já o deputado Márcio Jerry convocou os presentes à mobilização. “Temos que fazer com que essa audiência transmita à bancada do Maranhão a mensagem: queremos o posicionamento favorável decada um dos 18 deputados e das duas senadoras e do senador do estado”.

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