A Justiça Eleitoral do Maranhão determinou que o jornalista Aluísio Júnior, responsável pelo perfil @blogdoaluisiojunior, retire de suas redes sociais, no prazo de 24 horas, um vídeo em formato de paródia musical intitulado “Malabraide”, com acusações contra o ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), candidato a governador nas eleições de 2026.

A decisão é do desembargador José Nilo Ribeiro Filho, do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA), e foi publicada na noite deste sábado, 29. De acordo com o magistrado, o conteúdo impugnado, embora produzido em formato de paródia e inserido no contexto da disputa eleitoral, não se limita à formulação de críticas à atuação política ou administrativa do candidato.

“Em exame preliminar da documentação acostada à inicial, verifica-se que as imputações veiculadas não correspondem à situação jurídica retratada nos documentos oficiais apresentados, circunstância suficiente, neste momento processual, para conferir plausibilidade à tese sustentada pela representante”, frisou.

Ordem semelhante

Além de Aluísio Júnior, a ordem alcança os criadores e administradores dos perfiis @saofranciscocity, @portal_gaiato, @udmoficial, @udmpacodolumiar e @udm_vg.ma. O vídeo com expressão “Quem foi que…”, seguida de referências diretas ao candidato reproduz um episódio envolvendo o veículo Renault Clio no qual teria sido apreendida a quantia de R$ 1,1 milhão e às referências aos fatos ocorridos no Município de Anajatuba.

Hit viral é de 10 anos atrás

O jingle eleitoral em ritmo de forró e com letra repleta de acusações contra o candidato do PSD na disputa maranhense viralizou nas redes sociais, mesmo sendo referente a um pleito de 10 anos atrás. A música foi usada na campanha de 2016 para a Prefeitura de Cocal dos Alves. no Piauí, contra o então candidato Osmar Vieira, conhecido como Osmarzinho.

Versos como “Quem roubava seu próprio pai ao comprar castanha?”, “Quem atropelou e matou a menina do povoado Pitombeiras e saiu sem prestar socorro?” e “Quem mediu as ruas de Cocal dos Alves para asfaltar e nunca asfaltou?” são respondidos no jingle com “Foi o próprio Osmarzinho”.

Além das acusações contra ele mesmo, a música também cita escândalos envolvendo familiares do então candidato, como desvios de R$ 19 milhões da educação da cidade.

Apesar de Osmar Vieira não ser candidato a nenhum cargo em 2026, a canção voltou à tona em postagens de redes como Instagram e TikTok. O ex-prefeito conseguiu na justiça, segundo informações do jornal Extra, a derrubada de conteúdos que usem o jingle.

Paródia usada em 2026

A campanha de Lula aproveitou a estrutura de perguntas e respostas do hit viral para adaptá-lo em inserções da propaganda eleitoral no rádio e em redes sociais, direcionando os ataques a Flávio Bolsonaro. O mesmo ocorreu no Maranhão, o que levou a coligação de Braide a buscar decisões judiciais para remover os áudios das redes sociais.

Leia a decisão de cada processo

0601036-35.2026.6.10.0000 – Decisão relacionada ao @blogdoaluisiojunior

0601033-80.2026.6.10.0000 – Decisão relacionada ao @portal_gaiato

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