A investigação sobre o caso da criança autista de cinco anos que sofreu uma grave fratura após uma sessão terapêutica na Clínica Le Petit, em São Luís, ganhou força com a atuação da delegada adjunta da DPCA, Natália Porpino. Os pais foram ouvidos e, segundo a família, a delegada já solicitou as imagens do circuito interno da clínica referentes ao dia do episódio.

É justamente aí que surge a principal pergunta do caso: onde estão as imagens?

Segundo os pais, as gravações existem. A família afirma que chegou a assistir ao vídeo durante uma reunião com representantes da própria Le Petit, mas não recebeu uma cópia. Na ocasião, teria sido informada de que o material somente seria disponibilizado mediante solicitação da autoridade competente.

Agora, essa solicitação teria partido justamente da delegada responsável pelas diligências. Conforme relatado pela família, porém, até o momento as gravações ainda não teriam sido entregues à Polícia Civil.

A atuação da delegada Natália Porpino coloca as imagens no centro da apuração. O material poderá ajudar a reconstruir a dinâmica do atendimento, confrontar as versões apresentadas e esclarecer o que realmente aconteceu dentro da sala onde a criança teria sofrido a lesão.

Enquanto a DPCA avança nas diligências, a Clínica Le Petit, instalada em área nobre da capital maranhense, mantém forte presença nas redes sociais e ações de divulgação de seus serviços. Para a família, essa movimentação funciona como uma “cortina de fumaça” diante da gravidade do episódio.

Mas agora o caso está sob apuração policial. Depoimentos estão sendo colhidos e uma prova considerada potencialmente importante é aguardada.

Se as imagens existem, já foram vistas pelos pais e foram solicitadas pela autoridade policial, a pergunta fica ainda mais forte:

Onde estão as gravações solicitadas pela delegada Natália Porpino?

O espaço permanece aberto para manifestação da Clínica Le Petit e dos demais envolvidos.

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