A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS decidiu adiar o depoimento do deputado estadual do Maranhão Edson Araújo (PSB), investigado pela Polícia Federal no âmbito da Operação Sem Desconto, que apura irregularidades em descontos aplicados a aposentadorias e pensões.
De acordo com informações apuradas com integrantes da comissão, o parlamentar tem condições clínicas de prestar esclarecimentos, mas a Junta Médica do Senado recomendou que ele não se desloque a Brasília neste momento em razão de uma cirurgia recente.
Com isso, a oitiva será remarcada para uma data futura, após a liberação médica para comparecimento presencial ao Congresso Nacional. A CPMI ainda não definiu um novo dia para o depoimento do deputado.
Já a comissão manteve o depoimento de Paulo Camisotti, filho e sócio do empresário Maurício Camisotti, apontado por investigadores como um dos elos finais do esquema de descontos irregulares em benefícios do INSS. A oitiva está confirmada para esta segunda-feira (9/2).
Segundo a CPMI, as passagens aéreas do depoente e de seus advogados já foram emitidas, não havendo impedimentos logísticos ou administrativos que justifiquem eventual ausência na sessão.
Paulo Camisotti, no entanto, está amparado por um habeas corpus concedido pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que garante o direito de permanecer em silêncio durante o depoimento, sem afastar a convocação nem o dever de comparecer à comissão.
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