A Justiça do Maranhão converteu em preventiva a prisão de Victor Kauan Ferreira Paes Aragão, detido após um acidente de trânsito que matou Ana Cristina dos Santos Silva, de 37 anos, na avenida São Luís Rei de França, em São Luís. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada no sábado (1º).

Segundo o auto de prisão, Victor Kauan dirigia um carro branco quando bateu em um veículo cinza. No carro atingido estavam o motorista, Ana Cristina e duas crianças, de 10 e 2 anos. O acidente aconteceu na manhã de sexta-feira (31).

Ana Cristina sofreu ferimentos graves e recebeu atendimento de uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas morreu no local do acidente.

De acordo com a polícia, o motorista apresentava sinais de embriaguez, como cheiro de álcool, fala arrastada, olhos avermelhados, dificuldade para se equilibrar e desorientação.

Ainda segundo os autos, ele admitiu ter consumido bebida alcoólica antes do acidente, mas afirmou não se lembrar de como a colisão aconteceu. Segundo a delegada Ludylena Sampaio Nascimento, o homem chegou à unidade policial apresentando sinais visíveis de embriaguez. Durante o depoimento, ele afirmou que havia consumido cerveja em uma loja de conveniência localizada em um posto de combustível na avenida dos Holandeses.

O investigado se recusou a fazer o teste do bafômetro. Diante da recusa, foi elaborado um termo de constatação de embriaguez com base em uma avaliação clínica.

Homicídio com dolo eventual

Durante a audiência de custódia, o Ministério Público pediu que o caso fosse tratado como homicídio com dolo eventual, quando a pessoa assume o risco de provocar a morte. O órgão também solicitou a conversão da prisão em flagrante em preventiva.

Neste momento do processo, porém, o juiz manteve o enquadramento por homicídio culposo na direção de veículo sob efeito de álcool, previsto no Código de Trânsito Brasileiro.

O magistrado destacou que a classificação do crime ainda poderá ser alterada durante as investigações ou no momento da apresentação da denúncia pelo Ministério Público.

Ao decretar a prisão preventiva, o juiz afirmou que existem indícios suficientes da ocorrência do crime e da participação do investigado.

A decisão também considerou a gravidade do caso e a necessidade de preservar a ordem pública para manter o motorista preso durante o andamento das investigações.

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