A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e o deputado estadual Yglésio Moyses (PRTB), protocolaram pedidos ao juiz Douglas de Melo Martins, da Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís, para antecipar a audiência de conciliação sobre a intervenção na Federação Maranhense de Futebol (FMF). A reunião foi determinada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e tem prazo máximo até março de 2026.

O objetivo é definir um cronograma seguro para encerrar a intervenção e garantir a regularidade do calendário esportivo do futebol maranhense em 2026. Atualmente, a FMF é comandada pela interventora Susan Lucena.

CBF alerta para risco no calendário e punições

Em sua petição, a CBF reconhece a reputação da interventora, mas aponta falta de experiência no futebol, o que considera prejudicial diante da proximidade das competições. A entidade cita medidas urgentes que exigem expertise, como:

Captação de patrocínios e direitos de transmissão;

Interlocução com a CBF para projetos e recursos aos clubes;

Condução do Conselho Técnico e envio de regulamentos com antecedência.

A CBF também alerta que a ausência de regulamentos pode levar ao não reconhecimento do Campeonato Maranhense 2026, excluindo clubes de torneios como Copa do Nordeste, Copa do Brasil e Série D do Brasileiro. Além disso, a intervenção prolongada pode gerar punições da FIFA e da Conmebol por violação da autonomia desportiva.

Enquanto Yglésio Moyses, argumenta que o prazo de março é um limite máximo, não um marco inicial. Para ele, adiar a audiência “contraria o espírito da decisão” e atrasa a organização das competições de base e feminino em 2026.

Entenda a intervenção

A intervenção foi determinada após Ação Civil Pública do Ministério Público do Maranhão (MPMA), que apontou irregularidades na gestão da FMF e do Instituto Maranhense de Futebol (IMF). Em agosto, o juiz Douglas Martins afastou 17 dirigentes e nomeou Susan Lucena como administradora provisória para conduzir novo processo eleitoral.

O STF manteve a intervenção, mas determinou audiência de conciliação com participação da CBF, MPMA, Antônio Américo (presidente afastado) e Susan Lucena, para definir a transição e devolver a FMF à normalidade.

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