O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), tem sido alvo de críticas e representações por parte da oposição devido ao uso intenso de aeronaves oficiais do estado para viagens a outros estados brasileiros. O avião listado oficialmente como “PP-LCE – PÉGASUS 24”, é um jato executivo da Polícia Militar (PMMG), operado pelo Comando de Aviação do Estado (COMAVE).

Investigações, com base em dados do Portal da Transparência, apontam que essas viagens coincidem com agendas de pré-campanha presidencial para 2026 e encontros partidários, gerando gastos recordes. O governador foi eleito em 2018 com a promessa de vender aeronaves do estado para “acabar com a farra de voos”.

Contudo, em 2025, os gastos com combustível atingiram quase R$ 1,5 milhão, um valor recorde que ultrapassa até o ano eleitoral de 2022, contrariando o próprio discurso de campanha. O périplo de Zema pelo país inclui deslocamentos para eventos partidários em cidades como Campinas (SP), Porto Alegre (RS), Curitiba (PR), Goiânia (MA), Cuiabá (MT) e São Luís (MA).

Nessas cidades, o governador mineiro participou de eventos do Novo, nos quais é apresentado como presidenciável, ou se reuniu com políticos locais, com os quais busca alianças. Contudo, conforme o blog do Isaias Rocha apurou, a viagem ao Maranhão foi a única que não envolveu aeronave oficial.

Permissão autorizada

Em nota, o governo de Minas Gerais nega irregularidades, afirma que houve redução no custo médio da hora voada e diz que o uso da aeronave é permitido por decreto, inclusive por questões de segurança.

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