O Ministério Público do Estado do Maranhão recomendou que a Prefeitura de São Luís adote medidas para encerrar o contrato de concessão do Consórcio Via SL, responsável por parte do transporte público da capital. A recomendação foi expedida nesta quinta-feira (19) pela 12ª Promotoria de Justiça Especializada na Defesa do Consumidor.

O documento aponta sucessivos descumprimentos contratuais e falhas na prestação do serviço, considerados incompatíveis com a continuidade da concessão.

Fim de contrato do Consórcio Via SL

De acordo com o Ministério Público, a gestão municipal deve instaurar imediatamente um processo administrativo para extinguir o contrato do Consórcio Via SL (Lote II), devido à “completa incapacidade operacional” da empresa em manter o serviço.

A promotora Lítia Teresa Costa Cavalcanti destaca que a medida busca restabelecer a legalidade e garantir a continuidade do transporte público, considerado um serviço essencial.

Entre os principais problemas apontados estão:

Paralisações totais e parciais desde dezembro de 2025

Suspensão de atendimento em 27 linhas de ônibus

Atrasos recorrentes no pagamento de salários

Demissões em massa de trabalhadores rodoviários

Problemas operacionais e crise nas empresas do consórcio

O MPMA também cita a situação financeira de uma das empresas que integram o consórcio, a Expresso Rei de França, que está em processo de recuperação judicial.

Segundo o órgão, a crise da empresa compromete diretamente a operação do sistema de transporte e afeta milhares de usuários que dependem do serviço diariamente.

A recomendação destaca ainda que o transporte público deve seguir princípios como:

Continuidade do serviço

Regularidade e eficiência

Segurança e adequação ao usuário

Medidas emergenciais para garantir o transporte

Além do encerramento do contrato, o Ministério Público orienta a Prefeitura de São Luís a adotar medidas emergenciais para evitar colapso no sistema.

Entre as ações recomendadas estão:

Autorizar, em até 30 dias, novas empresas para operar as linhas afetadas

Garantir funcionamento provisório até nova licitação

Regularizar a prestação do serviço à população

A recomendação tem caráter preventivo e também busca evitar responsabilizações legais de gestores públicos em caso de omissão.

Prefeitura deve se manifestar em até 10 dias

O MPMA determinou o envio do documento ao prefeito, à Procuradoria-Geral do Município e à Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes, que deverão informar, em até 10 dias úteis, as providências adotadas.

A Câmara Municipal de São Luís também foi notificada para acompanhar e fiscalizar o cumprimento das medidas.

Segundo o Ministério Público, a adoção das recomendações é fundamental para garantir o direito da população a um transporte público adequado e contínuo na capital maranhense.

Leia mais notícias em isaiasrocha.com.br e nos sigam nas redes sociais: FacebookTwitterTelegram Tiktok. Leitores também podem colaborar enviando sugestões, denúncias, criticas ou elogios por telefone/whatsapp (98) 9 9139-4147 ou pelo e-mail isaiasrocha21@gmail.com