A greve do transporte coletivo urbano em São Luís foi suspensa após acordo mediado pelo Ministério Público do Estado do Maranhão (MPMA). Com a negociação, os ônibus voltaram a circular nesta terça-feira (17), depois de quatro dias de paralisação.

O entendimento foi construído em audiência conduzida pela promotora Lítia Cavalcanti, com participação de representantes dos trabalhadores, das empresas e do poder público municipal.

Pagamento destrava suspensão da greve

O ponto central do acordo foi o compromisso do Sindicato das Empresas de Transporte (SET) de pagar uma diferença salarial de 5,5% referente ao mês de fevereiro de 2026. O valor deve ser depositado até o meio-dia desta terça-feira, condição considerada decisiva para a suspensão do movimento.

O que são as glosas e por que entram no acordo

Outro eixo da negociação envolve os subsídios do sistema. O SET deve solicitar à Prefeitura de São Luís o pagamento de valores que deixaram de ser repassados entre outubro e dezembro de 2025.

Esses valores são chamados de glosas — recursos que a administração municipal descontou por entender que não eram devidos às empresas. O pedido será analisado com base em parecer técnico da Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte (SMTT).

Pendências vão para a Justiça

Questões como os dias parados e outras demandas trabalhistas não foram resolvidas na audiência e devem ser tratadas na Justiça do Trabalho.

Nova reunião já tem data

As partes voltam a se reunir no dia 20 de março para avaliar o cumprimento do acordo, principalmente em relação à análise dos subsídios pelo município.

O documento foi assinado por representantes do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários no Estado do Maranhão (STTREMA), do SET, da Procuradoria do Município e da SMTT, além do MPMA, responsável pela mediação.

Acordo também garante operação do semiurbano

Ainda na segunda-feira (16), o MPMA mediou outro acordo voltado ao transporte semiurbano da Região Metropolitana de São Luís. O entendimento foi firmado entre o Governo do Estado e o SET, com participação da Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB) e da Secretaria de Monitoramento de Ações Governamentais.

O acordo prevê aumento de R$ 0,40 no subsídio por passageiro, fazendo com que o valor chegue a R$ 2,15, com efeito retroativo a 1º de janeiro de 2026. Em contrapartida, as empresas se comprometeram a renovar parte da frota, com a substituição de 30 ônibus por veículos novos até o dia 30 de setembro.

Também ficou definido que, em caso de descumprimento das cláusulas, as partes devem ser ouvidas antes da adoção de medidas judiciais.

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