Candidatos citados na pesquisa Quaest para o Senado do Maranhão — Foto: Reprodução

No Maranhão, até o momento, mais de dez nomes estão colocados na disputa pelas duas cadeiras em jogo no Senado. Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PSD), eleitos em conjunto em 2018, podem disputar em lados opostos.

Mesmo sem espaço nas chapas majoritárias dos ‘governadoráveis’, outros políticos confirmaram que ainda estão considerando a possibilidade de se candidatar ao Senado.

Nesse contexto, eles ensaiam pré-candidaturas independentes, baseado no modelo de disputa dos senadores Damares Alves e Romário, que foram eleitos pelo Distrito Federal e Rio de Janeiro, respectivamente, em candidaturas avulsas pelo Republicanos e PL.

Com a decisão do governador Carlos Brandão (sem partido), que lidera as pesquisas com 17%, em permanecer no cargo, e a condição de saúde da deputada federal Roseana Sarney (MDB), que ocupa o segundo lugar com 14%, conforme a última pesquisa Quaest, muitos nomes estão se apresentando como alternativas, apesar da presença de outros candidatos bem posicionados, como Roberto Rocha (9%), André Fufuca (7%), Weverton Rocha (7%) e Eliziane Gama (6%).

O médico Hilton Gonçalo (Mobiliza); o ex-secretário de Indústria e Comércio, Simplício Araújo (DC); o ex-deputado estadual César Pires (Novo), o deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União Brasil) e a deputada estadual Mical Damasceno (PSD) expressam esse desejo.

Fora das pesquisas. Simplício foi o último nome a ensaiar candidatura independente ao Senado

Candidatos independentes

Em 2022, a ex-ministra Damares Alves, foi eleita senadora pelo Distrito Federal com uma candidatura avulsa pelo partido Republicanos. Diferente do habitual, ela não integrou formalmente a coligação principal que apoiava a reeleição do governador Ibaneis Rocha (MDB), a qual tinha Flávia Arruda (PL) como candidata oficial ao Senado.

Uma situação semelhante à de Romário, que foi reeleito senador do Rio de Janeiro nas eleições de 2022 pelo Partido Liberal (PL). Embora seu partido estivesse na coligação que apoiava a reeleição de Cláudio Castro para governador, ele concorreu em uma chapa isolada (sem coligação oficial para o cargo majoritário de senador).

São essas experiências que motivam o desejo de candidaturas independentes de Hilton Gonçalo, Simplicio, César Pires, Pedro Lucas Fernandes e Mical Damasceno.

Damares Alves e Romário foram eleitos senadores pelo Distrito Federal e Rio de Janeiro em 2022 em candidaturas avulsas

Goiás terá chapa com quatro pré-candidatos

Com base nesse modelo, o governador Ronaldo Caiado (PSD) decidiu apresentar, durante um evento na cidade de Jaraguá, em Goiás, as pré-candidaturas a cargos majoritários para as eleições de 2026. Na ocasião, foram confirmados os nomes de Gracinha Caiado (UB), Zacarias Kalil (MDB), Vanderlan Cardoso (PSD) e Alexandre Baldy (PP) para as duas vagas no Senado.

Experiência pode beneficiar Eliziane no MA

A experiência dos colegas de plenário pode beneficiar Eliziane Gama caso ela decida mudar de partido ou retorne ao Cidadania, seu partido anterior, após ser excluída de uma possível chapa do PSD. Contudo, esse é um tema que abordaremos em nossa próxima matéria.

Com uma possível exclusão da chapa do PSD, Eliziane Gama pode optar por uma reeleição numa candidatura avulsa

Questões levadas ao TSE

Em 2022, os ministros do  Tribunal Superior Eleitoral (TSE) responderam a uma consulta feita pelo deputado federal Delegado Waldir (União Brasil-GO). Na ocasião, Waldir perguntou à Justiça Eleitoral se existe obrigatoriedade de que partidos coligados para uma candidatura ao governo estadual participem da mesma coligação majoritária.

Outro questionamento foi sobre se os partidos coligados ao cargo de governador podem lançar individualmente candidatos para o Senado? Por fim, o deputado também quis saber se um partido que não integre nenhuma coligação pode lançar individualmente um candidato ao Senado.

Entendimento divergente

O relator da consulta, ministro Ricardo Lewandowski, votou no sentido de que não existe a obrigatoriedade colocada no primeiro questionamento. Lewandowski também votou no sentido de que os partidos coligados podem lançar individualmente os candidatos. Ele foi seguido pelos ministros Sérgio Banhos e Edson Fachin.

Tese vencedora impede

O ministro Mauro Campbell Marques teve um entendimento diferente. Para ele, a possibilidade de formação de mais de uma coligação na eleição proporcional somente é admitida entre os partidos que integram a coligação para o pleito majoritário.

“Em outras palavras, a legislação e a jurisprudência deste Tribunal nunca admitiram que, na mesma circunscrição, partidos rivais em uma eleição viessem a se coligar em outra”, disse Campbell. Ele foi seguido pelos ministros Carlos Horbarch, Benedito Gonçalves, Alexandre de Moraes.

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